Cara, me senti o Indiana Jones aqui...Esse lugar é fantástico. Confesso que quando cheguei a Phnom Penh, não fiquei tão empolgado com o Camboja quanto aqui em Siem Reap.
Você tem que vir aqui pra ver todos aqueles templos de Angkor Wat e Angkor Thom...São os maiores monumentos religiosos do planeta. Nas paredes de Angkor Wat está a conclusão da fantástica obra Mahabarata, o livro mais antigo do mundo.
É um clássico da religião hindu. Aqui vale duas ressalvas, os templos eram inicialmente hindus, mas depois de sua fundação se tornaram budistas. A outra é sobre o Mahabarata, que é muito pouco conhecido no ocidente. Além de ser a mais antiga obra escrita, é também a maior obra já escrita por um ser humano. Possui 90.000 versos em sânscrito.
Dizem que o livro é um verdadeiro manual de psicologia evolutiva do homem. Pensei que ele fosse o livro mais lido do mundo, mas me enganei. O livro mais lido no mundo é o russo Преступле́ние и наказа́ние, Prestuplênie i nakazánie - Crime e Castigo - do Dostoiévisk. O mais vendido é a Bíblia.
De qualquer forma, a história esculpida nas paredes dos templos de Angkor são realmente fenomeneis. Ao fim do dia, de quebra, ainda assistir ao por do Sol no Lago Sap.
Juro a você, nunca vi um lago tão grande. Não dava pra ver a margem oposta a sua. Senti-me como se estivesse no meio do Rio Amazonas...
Lá no lago existe uma verdadeira cidade flutuante. Casas, restaurantes, criações de animais, igrejas, escolas...tudo em cima da água.
Fui assistir ao por-do-sol nesse lago e parei num desses restaurantes flutuantes. A comida é muito boa aqui. Mas o mais me chamou a atenção foi a porção de camarão que é servida como tira gosto. A porção em si não tem nada de diferente da nossa - alem da pimenta, é claro -, mas a procedência do camarão.
Quando pedi a porção, a gentil e simpática atendente sacou um pequeno puçá e mergulhou no rio. Quando retirou, veio cheio de pequenos camarões. Direto do puçá para afrigideira e pimenta, hauahau. Deliciosos...
Fiquei ali mesmo, comendo, bebendo Chang beer e apreciando o por-do-sol cambojano. Ah...Já ia esquecendo...Antes do restaurante, o piloto da lancha me falou que tinha uma pequena escola ali perto e perguntou se eu queria dar uma passada lá.
É que no caminho eu disse que trabalhava com ciência...física, química, matemática...São pessoas muito pobres que vivem ali e geralmente os turistas costumam comprar lápis e caderno pra doar lá na escola. Daí, aconteceu uma coisa muito fantástica...Fui convidado a dar um aula para a garotada lá na escolinha...Foi uma experiência inesquecível...Aqui no Camboja, eles começam um pouco tarde na escola.
Com 14 anos ainda estão no equivalente nosso ao 4o. ano. Ensinei a eles matemática básica...Aquele truque simples dos dedos para a tabuada dos nove...Foi muito maneiro. Agradeço ao professor Tirthtui que me ajudou lá na escolinha e ao Pepek piloto da lancha, pela oportunidade...
incrivel cara. Como foi se comunicar com os alunos? Mimica? Ingles?
ResponderExcluirTirthtui me ajudou, ahuahauha. Foi legal, as pessoas aqui são muito amistosas e cordiais...Daí fica fácil...Inglês safou dessa vez.
ResponderExcluirCaraivéi! Agora meu queixo caiu... pra mim é a parte mais maneira da viagem! Mais do que as praias, muralhas, bichos estranhos comestíveis etc. E as fotos ficaram muito boas! Agora sim deu vontade de fazer esse mochilão no sudeste asiático.
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